O contexto pandêmico e o retorno às aulas presenciais no Maranhão – Por Prof. David Morais*

O retorno às aulas presenciais no Maranhão ainda pode levar um tempo. Tudo dependerá das condições do contexto pandêmico em que estamos passando.

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Recentemente, alguns países tentaram retornar às aulas presenciais dentro de um contexto pandêmico. Dentre eles, a França. Contudo, foram infelizes nessa decisão, uma vez que uma semana depois as escolas tiveram que fechar novamente por uma nova onda de contágio da Covid-19.

Em todo o mundo e no Brasil a crise sanitária é latente. Vários são os esforços de algumas autoridades políticas, educacionais e de saúde no sentido de buscar meios de enfrentamento ao novo coronavírus e, consequentemente minimizar os impactos dessa avassaladora pandemia.

Mais especificamente, no Maranhão, o Governo do Estado  vem dando uma resposta à essa crise sanitária no sentido de preservar e salvar vidas com medidas mais  vislumbradas na educação e saúde. O retorno às aulas presenciais estava previsto para acontecer a partir do 15 junho, dependendo das condições sanitárias locais.

No entanto, já sabemos que isso não irá acontecer, tendo em vista as últimas informações postadas no último dia 05 de junho nas redes sociais pelo governador  Flávio Dino: ” Não haverá retomada de aulas presenciais no dia 15 de junho no Maranhão. Como diz o Decreto editado na semana passada, datas serão objeto de nova PREVISÃO na próxima semana.”

Ademais, vale dizer que estamos diante de um cenário sanitário grave e que há apenas previsão em Decretos já editados e não uma liberação das atividades presenciais. Acrescentando-se ainda que nem todos os níveis de ensino e  suas respectivas séries/anos não retornarão ao mesmo tempo.

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Mesmo com todas essas medidas  de preservação e salvação de vidas no tocante ao cenário  educacional que estão acontecendo, outrossim, será necessária  extrema cautela na tomada de decisões em relação ao retorno das aulas presenciais e, em especial, a educação  básica, onde os(as) alunos(as)  têm menos autonomia e consciência para seguir rigorosamente as recomendações das autoridades de saúde e todas as  medidas de prevenção.

Dessa forma, entendemos que só há condições para o retorno às aulas presenciais na educação básica, provavelmente, a partir de agosto, se o cenário pandêmico estiver controlado. E ainda com as seguintes obrigatoriedades no ambiente escolar por professores(as), alunos(as) e profissionais da escola: uso de máscaras caseiras; protetor facial; instalação de cabines de desinfecção; medição da temperatura na entrada com termômetro infravermelho; bem como dos  batimentos cardíacos e saturação do sangue com o oxímetro de dedo.

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Assim, a prevenção seria bem maior e todos(as) que fazem a escola estariam correndo menos riscos. Visto que, ainda não há vacinas e  são usados vários protocolos para tratar a Covid-19. Por conseguinte, não existem grupos de risco e sim grupos de contaminação. Logo, precisamos pensar e cobrar todas as medidas de prevenção possíveis para que vidas sejam preservadas.

O sonho de um mundo melhor para  toda a coletividade sempre nos acompanhará. Que possamos vencer essa pandemia com sensatez e colocando sempre a vida em primeiro lugar. Como bem diz o músico Caetano Veloso: “Vida sem utopia/Não entendo que exista”.

*Texto escrito por Antonio David Filho da Silva Morais (Professor David Morais), especialista e militante social.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, já publiquei mais de 5 mil notícias neste site; Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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