Mercado de trabalho ainda tem preconceito com quem faz EaD?

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Segundo um estudo realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em 2023 mais alunos se matricularão em cursos da modalidade de Educação a Distância (EaD) do que nos presenciais. Além disso, o Censo da Educação Superior 2016, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), mostrou que a taxa nas matrículas na graduação EaD naquele ano aumentou em 7,2%. Enquanto os cursos presenciais sofreram queda de 0,08%.

Isso mostra que cada vez mais egressos da Educação a Distância ingressam no mercado de trabalho, mas será que ele está apto e aberto para receber essas pessoas? Ter se graduado em um curso a distância não é motivo de vergonha e muito menos para ser escondido, ainda mais quando apenas 15,3%* dos brasileiros conseguem um diploma do Ensino Superior.

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Ainda há preconceito no mercado de trabalho com quem faz EaD?

Afinal, será que esse tabu ainda existe? Para descobrir a resposta desta questão que “vale um milhão de reais” perguntamos para todas as fontes desta reportagem o mesmo tópico: “De forma categórica, você acha que ainda há preconceito com graduando na modalidade EaD?”.

Saiba qual foi a resposta de cada um:

“Categoricamente, eu diria que não. O mercado de trabalho hoje não tem mais preconceito com estudantes egressos de cursos a distância. O que a gente enfrenta dificuldade hoje é por parte dos docentes, dos professores e educadores. Muitos não acreditam, ainda veem a educação a distância como algo a ser desenvolvido, mas isso é natural, toda as categorias foram assim. Porém, categoricamente, eu te digo que o mercado de trabalho não tem mais esse preconceito” – George Bento Catunda, membro Abed e Coordenador do Fórum Nacional da Educação Profissional Técnica a Distância


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“Tem, eu acho que tem sim. E eu acho que tem porque, não é que a empresa não vá contratar, mas, geralmente, ele tem que se provar mais, a empresa vai sempre bater mais nessa tecla, talvez por preconceito ou por estar tentando validar” – Nathalia Lopes, recrutadora da Quero Educação.

“Acreditamos que as desconfianças estão sendo superadas aos poucos e que o crescimento da modalidade vai contribuir para o rompimento dessa percepção” – Sólon Caldas, diretor executivo Abmes.

“Eu diria que há algumas ressalvas, mas essas ressalvas são vinculadas ao desconhecimento da metodologia e também a gente caminhou muito com relação à redução dessas ressalvas nos últimos dois a cinco anos no mercado. Hoje existe um conhecimento muito maior das exigências com relação ao ensino a distância e eu acredito que nos próximos cinco anos essas ressalvas estarão praticamente extintas. ” – André Ferragut, gerente de recrutamento da Hays.

“Eu acredito que pode rolar um preconceito sim, não de todas as empresas, mas de algumas pode ter sim. Infelizmente as pessoas ainda não têm total conhecimento de como funciona os cursos EaD e de que eles são reconhecidos pelo MEC e que uma pessoa formada nessa modalidade tem o mesmo conhecimento e potencial de uma pessoa que fez faculdade presencial” – Nicole Oliveira, estudante de Marketing na modalidade EaD.

Como funcionam os cursos da modalidade EaD?

Ficou curioso para saber como funciona um curso EaD? Clique aqui e saiba tudo sobre essa modalidade.

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*Dados divulgados em 2017 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, já publiquei mais de 5 mil notícias neste site; Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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