A força do hábito e a gestão pública – Por Neemias dos Santos*

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Os hábitos sublimam as iniciativas. Na perspectiva de um ponto de vista singular: seria essa uma atitude acertada na Gestão Pública ou apenas a força do hábito? Você haverá de convir que, esse posicionamento indica a renúncia injustificada de participação no processo democrático, um descomprometer-se, um jogar no “lixo” um direito e um dever, isso só beneficia os que cometem desvios de conduta no exercício do poder.

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Por falar em hábito como seria a sua participação? Enquanto seres sociais, precisamos amadurecer o nosso entendimento a respeito do: Ser Cidadão e – de forma delibera, racional e reflexiva – sabermos coparticipar nos constituindo seres políticos, na medida em que as atitudes gerem consequências no coletivo e adquiram o caráter de politização; vindo a estar, em igual medida, pautadas em princípios de natureza ética que envolvam valores de justiça, liberdade e responsabilidade.

Diante de tais considerações, não podemos nos eximir de tantas questões políticas como a Gestão Pública, nem nos retirarmos do processo decisório; não devemos ser passivos, tão pouco, silenciosos porque quanto menos participarmos mais as decisões serão tomadas pelas “engrenagens da máquina governamental” – em todos os níveis.

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Direito de participação: só vendo para crer! Precisamos, sim, entender para depois sugerir, discordar e atuar como sujeitos do processo democrático, conquistar espaço, enfim, exercer nossa cidadania. Afinal, é necessário ter consciência de que, na sociedade, tudo depende das decisões políticas.

Assim sendo, na Gestão Pública convém examinarmos os problemas circundantes, tendo discernimento para fazermos as devidas ponderações, construir nossa compreensão e escolher com cuidado a renovação quanto-qualitativa pertinente às responsabilidades e ao comprometimento com o coletivo _ imbuído do “espírito público”.

É urgente a instauração de uma nova forma de fazer política, a força do hábito deve inferir operando uma grande virada cultural para que possamos alcançar um Brasil mais justo e democrático. Como por exemplo: naturalizamos a invisibilidade do negro em nossas Universidades. No ano 2000, 2% dos estudantes das universidades federais eram negros; 97% eram Brancos; 1% eram Orientais; hoje: 4% são negros.

Em mais de dez anos de experiência, não se confirma a criação de conflito ao identificar quem é negro em terra mestiça, como é o caso do Brasil. Dizer quem é negro em um país em que há discriminação racial não faz sentido. Os zeladores e policiais sabem quem são os negros. Os intelectuais é que têm essa dificuldade.

O argumento do mérito tem em sua raiz o pressuposto de igualdade de condições e acesso à educação, a qual não resiste à comparação entre escolas públicas e privadas. O que é afinal a bendita meritocracia medida pelos vestibulares?

A força do hábito jamais resolverá situações como essas que aqui reflexionamos, porém, as potencialidades intelectuais e naturais dos alunos e das classes sociais, podem, em muito, nortear os rumos da gestão pública neste país onde só os ‘fracos’ não têm vez.

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*Neemias dos Santos Almeida é Professor e Pedagogo. Colunista, Articulista, Membro da ONG Atuação Voluntária, Escritor, Voluntário junto ao órgão internacional PNUD/Brasil, e ávido leitor que vive a internet e suas excentricidades desde 2001.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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