Política e cidadania: monopólio dos movimentos sociais e o sono dos marginalizados – Por Ismael Silva*

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Nos últimos meses tem se intensificado o volume de opiniões de diversos líderes populares e cidadãos mostrando uma participação nunca antes vista nas redes sociais e nas ruas. O majestoso discurso religioso são os mais polêmicos e radicais entre os civis, com posicionamentos preconceituosos e inflados de discórdia, fato entre os que professam o maniqueísmo¹, comum nos apriscos da atualidade. Estaria a sociedade passando por um processo de mudança no qual a participação política tem sido o efeito mais notável? Pensar sobre “essa” participação seria o posicionamento mais produtivo ao ser correlacionado com as conquistas sacramentadas pela luta popular.

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As mudanças no corpo jurídico do Estado não foram efetivadas pela simples aceitação aristocrática, muito menos por um ato de compaixão da mesma. Revoltas, guerras entre civis e militares, movimentos sociais, repreensão militar, e com efeito monstruoso, muitos homicídios, tudo isso para ter um espaço em uma das maiores instituições, “O ESTADO”, que antes pairava no consenso dos senhores feudais. Os conflitos a partir dos contratualistas modernos se intensificaram formalmente, por encontrar nessa via (contratualismo²) uma solução para os diversos problemas da vida em grupo.

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Porém, o conforto produzido pelo “governo” petista tem acomodado as massas, fazendo acreditar que a felicidade enquanto cidadão chegou ao seu cume, falseamento da própria cúpula esquerdista que elevou esse conforto ao monopólio partidário e categoricamente suavizou os movimentos sociais. A clareza dos “movimentos” deve ser contínua assim como também é a história, isso se deve pelo fato de as classes ascendidas sempre produzirem um sistema catalisador, por mais que defendam em mesa-redonda, não porão em risco na prática “a felicidade do sistema enquanto membros”.

Sempre haverá excluídos, injustiçados, enfim, escravos. Portanto, a luta por inclusão deve estar sempre ativa, e com o verbo em primeira pessoa. O injustiçado, os marginalizados e seus derivados por ordem direta da constituição federal, com risco de penalidade, devem sair do estado de escravidão, para garantir o que já foi conquistado e conquistar o que ainda está para
conquistar.

1. Maniqueísmo: crença no universo constantemente divido em dois reinos, bem e mal.

2. Contratualismo: filosofia política moderna no qual postula a criação do Estado como um contrato, convenção.

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*Ismael Silva de Sousa é licenciatura em filosofia, Técnico em meio ambiente; natural de Bacabal – MA, residente no município de Peritoró – MA; Professor na rede particular de ensino e servidor publico no município de São Mateus do Maranhão. Áreas de interesse: política, cultura e educação.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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