Bacabal fez bem o dever de casa e emancipou-se politicamente? – Por Liduina Tavares*

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Para comemorarmos o aniversário do município de Bacabal – MA neste dia 17 de abril, eu convido a todos/as para uma breve reflexão sobre esse período de 95 anos de emancipação política da Terra das Bacabas. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas e do Atlas Brasil (2013) chamam a atenção para a gestão pública, apontando para o cumprimento do dever de casa definido como objetivos do milênio (08 no total).

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Se os objetivos foram atingidos ou que proporções foram alcançadas deve ser mostrado pelos gestores públicos no próximo ano, já que agora em 2015 encerra-se o prazo/compromisso firmado por 189 Nações no ano 2000 e, posteriormente, pactuado pelos entes federados.

Reflitamos se Bacabal fez bem o seu dever de casa e emancipou-se politicamente entendendo “Política na perspectiva do bem comum, da transformação da sociedade, o que exige renovação cultural com empenho e luta solidária” (D. Mauro Montagnoli).

Bacabal ocupa a 3.090ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios (IDH-M). No ranking do Estado, ocupa a 13ª posição. É um município de IDH médio 0,651. As dimensões que compõem o IDH-M são longevidade, renda e educação. No nosso município a dimensão que mais contribuiu com o índice foi longevidade, o bacabalense vive atualmente uma esperança de 70,2 anos de vida.

Renda foi a segunda dimensão a contribuir com o IDH-M e apesar de ter melhorado nos últimos 20 anos, a incidência de pobreza chega a 57,19%, isto quer dizer que esse percentual da população bacabalense sobrevive com renda per capta de até meio salário mínimo (R$ 394,00). Estão na linha da miséria, ou seja, são extremamente pobres, 47,91% da população. Ou seja, essas pessoas sobrevivem com um quarto do salário mínimo (R$ 197,00).

A população economicamente ativa, de 18 anos ou mais, chega a 61,4%; desses apenas 31,44% estão formalizados e 8,2% estão desocupados. Pode-se entender que um pouco mais de oito por cento da população, em condições de trabalhar, está desempregada em Bacabal. Das pessoas de 15 a 24 anos de idade, 19,51% não estudam, não trabalham e são vulneráveis. O primeiro objetivo do milênio é reduzir a pobreza.

Em educação, formalizada pelos sistemas de ensino, 58,0% das crianças de 0 a 5 anos de idade estão fora da escola; apenas 82,44% da população de 06 a 17 anos estão no ensino básico regular. Somente 56,09% da população de 15 a 17 anos possuem o ensino fundamental completo e apenas 35,13% das pessoas de 18 a 20 anos concluíram o ensino médio. Dos concluintes do ensino médio apenas 8,44% ingressaram no ensino superior. O segundo objetivo do milênio é universalizar o ensino básico.

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O índice de mortalidade infantil (0 a 1 ano) é de 28,8% por mil nascidos vivos. Mães jovens têm perdido seus filhos logo ao nascer, lembremos dos últimos casos noticiados, ocorridos na maternidade de Bacabal em que gêmeos foram mortos supostamente por negligência médica. O quarto objetivo do milênio é reduzir a mortalidade infantil e o sexto objetivo é melhorar a saúde materna.

Ainda há a necessidade de refletirmos sobre os outros objetivos, é importante que o façamos com o desejo de melhorarmos os indicadores sociais. Bacabal ainda não conseguiu fazer da arte da Política o espaço de desenvolvimento do município e seus munícipes. A cidade cresce e sua população carece cada vez mais de atenção.

O ano eleitoral se aproxima e as ações de mídia dos intencionados ao poder já se iniciaram, foram toneladas de peixes, batendo recorde dos últimos 20 anos; mais ou menos 6 mil sextas básicas; festas e comemorações com uns trinta mil reais em premiação. Isso não é ruim, tudo o que se faz em benefício da população é sempre uma ação bem vinda, a população agradece. Mas convém discutir os dados, eles nos servem de diagnóstico é necessário agir proativamente para a autonomia das pessoas e dos setores. O peixe vai ser sempre bem vindo, mas o anzol é mais que necessário.

O que esperamos conhecer, a seu tempo, são os projetos de desenvolvimento do município/munícipes que os intencionados à prefeitura têm para o povo bacabalense. Esperamos também que a população esteja atenta aos dados, aos fatos e às pessoas dos intencionados, pois eles já estiveram ou estão com o dever de casa em mãos e os resultados estão declarados pelos documentos oficiais, citados acima.

Vale perguntar: BACABAL FEZ BEM O DEVER DE CASA E EMANCIPOU-SE POLITICAMENTE ?

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*Liduina Tavares é professora, especialista em fé e política, ex-vereadora, membro fundadora da Academia Bacabalense de Letras.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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