A incógnita do moralismo contra o beijo gay na novela Babilônia – Por Cristiane Lopes*

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A estreia da novela Babilônia(Rede Globo) já chegou cercada de polêmicas, a maior delas tem sido em relação ao beijo protagonizado por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg. Logo após a cena do beijo, as redes sociais foram amontoadas com opiniões a cerca do tema, entre defensores e contrários à cena, muitos chamaram a atenção pelo repúdio que sentiram em relação ao beijo gay.

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Rapidamente os moralistas apareceram exaltando o absurdo que era uma cena daquela numa novela de horário nobre, alguns até organizaram boicotes para que a novela fosse retirada do ar.

Pois bem, vamos lá: os moralistas afirmam que é um insulto à família brasileira que um casal gay protagonize uma cena de beijo na novela, segundo eles, isso irá influenciar seus filhos a praticarem o mesmo.

Interessante é que no mesmo dia da cena do beijo, a Beatriz, personagem da Glória Pires, aproximou-se do noivo por dinheiro, teve dois amantes e matou um deles por ambição… Será que uma personagem assim não seria uma má influência aos filhos e um desrespeito à família brasileira?

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Se ela não é, deveria ser, pois praticou atos que são contrários aos princípios morais e nem por isso as pessoas ficaram em estado de choque ou reclamaram nas redes sociais. No entanto, um beijo entre um casal gay é tido como uma aberração, um desrespeito.

Sinceramente, chegamos num ponto no qual as pessoas precisam rever seus conceitos a cerca dos princípios morais, pois entre um beijo gay e uma personagem que mata e trai, qual seria o que mais deturpa princípios?

Lógico que é a segunda opção! Um beijo gay não é nada mais do que uma demonstração de afeto entre duas pessoas, que mal há nisso?

Já uma pessoa ambiciosa e sem escrúpulos é sim uma representação que deveria ferir os tais princípios morais que cercam a família brasileira.

Vivemos numa sociedade preconceituosa e que se apega a estereótipos para ditar a maneira correta de seguir vida, quando na verdade a melhor maneira de viver é sendo feliz independente das suas escolhas.

Uma sociedade que se diz moralista, mas que tipo de moralismo é este?

É apenas um moralismo que aplaude o errado e repudia o correto. Portanto estamos numa suposta transição do conceito de moralismo ou simplesmente as pessoas preferiram se apegar a incógnita moral, já que fingir um novo conceito moral tornou-se mais fácil que aceitar as escolhas do próximo.

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*Cristiane Lopes é acadêmica de Pedagogia no campus de Bacabal da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Foto: reprodução Tv Globo.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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3 Comentários

  1. CELSA disse:

    Cada dia que passa a globo está mais nogenta. eu não perco meu tempo assistindo. se alguem é adepto de uma determinada postura sexual respeito a decisão. agora querer obrigar as pessoas pensar da mesma forma é uma afronta a liberdade de pensamento.

  2. Unknown disse:

    Fazer opressão à vida particular dos outros deveria ser crime hediondo, pois gera "bullyng", assassinatos e preconceitos. Não conheço nenhuma lei que proíbe alguém ser religioso. Por que permitir que essa gente queira impor seus acharmos religiosos a todos nós? Religião é a desgraça da humanidade.

  3. QUIMERA disse:

    Devemos defender os valores do Humanismo, com essa onda do Protestantismo temos, infelizmente, uma onda de ditar costumes e posturas, semelhante aos fariseus, sente-se superiores aos demais membros da sociedade iniciando uma onda de segregação social. É notória a cede de poder desses grupos e os constantes envolvimentos em casos de corrupção, onde estará a santidade?