Alunos do interior do Maranhão não teriam capacidade para ingressar em Medicina na UFMA em Bacabal

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A Universidade Federal do Maranhão realizou no início deste mês de novembro de 2013 (5 a 7) o Fórum de Graduação no campus do Bacanga em São Luís – MA. O evento contou com a presença de alunos e professores de vários campi do estado no entanto, uma afirmação chamou a atenção dos participantes e irritou os acadêmicos presentes.

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Durante os três dias de discussão, a comunidade acadêmica estava reunida em grupos de trabalho, mesas temáticas e plenárias, com o objetivo de discutir e propor novos caminhos para o ensino de graduação.
Dentre os vários assuntos, trataram também sobre os novos cursos que serão implantados nos campi da UFMA do interior do Maranhão a partir de 2014 e 2015.

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Sobre o curso de Medicina, que está previsto para ser implantado em Bacabal, uma professora doutora da própria UFMA, afirmou em auto e bom som (afinal estava falando com microfone): “será se esse curso de medicina em cidades do interior do estado como Bacabal não iria servir só para ajudar a cidade financeiramente, porque os alunos do interior do estado não teriam capacidade de ingressar em um curso como medicina e que as vagas só iriam ser preenchidas por pessoas de outros estados”.

Imediatamente após a sua fala ela conseguiu atrair o repúdio da maioria absoluta dos estudantes presentes. Um dos que se manifestou publicamente, se inscrevendo para falar com o microfone, foi o estudante Wherlyshe Morais, acadêmico de Ciências Humanas do campus da UFMA em Bacabal.

“Você acha que quantos alunos nesse campus Bacanga são do interior? Aqui na UFMA ou UEMA ou qualquer outra instituição todas são compostas por muitos e muitos alunos do interior do estado e todos estão aqui porque em suas cidades não tem os curso que querem e todos tiveram capacidade, e em Bacabal e qualquer outra cidades todos tem muita condição de entrar em qualquer curso e quero que você se retrate pois seu comentário foi infeliz”, disse ele diante da plenária.

Posteriormente a professora tentou se justificar e disse que falou aquilo para ver se alguém iria se manifestar e que foi mal interpretada. No entanto, a conclusão de todos os acadêmicos presentes, inclusive de outros professores também da UFMA, era de que a docente foi infeliz em suas palavras e certamente, subestimou a capacidade intelectual dos estudantes do interior do Maranhão.

No último dia do evento, os alunos realizaram um protesto (fotos abaixo) expondo os problemas dos campi e pedindo melhorias.

Acesse também:
Lista de 12 novos cursos na UFMA a partir de 2014

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Fotos: Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMA.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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1 Comentário

  1. RPB disse:

    Amigos o curso de medicina talvez seja o único em que o formando garanta um excelente ganho financeiro devido a grande demanda por esse profissional. Logo a maioria do alunos que participam do ENEM (haja vista que o acesso a estas vagas se dá por meio do SISU) estarão também disputando uma vaga dessas. A região sul e sudeste teoricamente tem as melhores condições de ensino no Brasil devido aos grandes recursos financeiros encontrados nessa região. Foi isso que essa professora tentou falar. Que essas vagas criadas não atingiriam o objetivo principal que é suprir a necessidade desses profissionais nessa região já que sendo esses formandos de outras regiões no final eles estariam retornando aos seus Estados de origem.