Livros eletrônicos venderam mais que livros de papel em 2011 em determinada categoria nos Estados Unidos
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Um relatório publicado nesta quarta-feira (18) pela Association of American Publishers e Book Industry Study Group mostrou que em 2011, os livros eletrôniciso, popularmente chamados de e-books, venderam mais que os convencionais livros de papel de capa dura na categoria ficção para adultos nos Estados Unidos.
As vendas de livros eletrônicos passaram a responder por 15% do mercado em 2011, ante 6% em 2010. As organizações compilaram dados fornecidos por quase duas mil editoras. Os e-books vêm ganhando popularidade nos últimos anos, mesmo que as grandes editoras tenham hesitado inicialmente em adotar os formatos digitais.
As vendas gerais de livros caíram 2,5% nos Estados Unidos, para US$ 27,2 bilhões em 2011 ante US$ 27,9 bilhões em 2010, de acordo com o relatório. Embora os livros eletrônicos tenham ganhado força, com faturamento superior a 2 bilhões de dólares em 2011, a maior parte da receita das editoras continua a vir dos livros em papel, atingindo US$ 11,1 bilhões em 2011.
O setor editorial está mais otimista nos últimos meses quanto ao crescimento dos livros eletrônicos, mas teme o impacto da liquidação da cadeia de livrarias Borders, a segunda maior dos Estados Unidos, que fechou as portas em setembro depois de 40 anos no mercado, e o processo que o Departamento da Justiça norte-americano abriu contra a Apple e um grupo de grandes editoras de livros em abril, por manipulação de preços de livros eletrônicos.
De acordo com o relatório, na categoria de ficção para adultos, os livros eletrônicos responderam por 30 por cento das vendas das editoras, ante 13 por cento no ano anterior.
Os e-books venderam mais que os livros de capa dura pela primeira vez, na categoria ficção para adultos, mas os formatos combinados de livros em papel – capa dura, capa mole especial e paperback – ainda apresentam faturamento superior ao dos livros eletrônicos.

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