Imparcialidade: a face oculta do jornalismo – Por Zezinho Casanova*

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A imparcialidade pode ser classificada como o maior conflito íntimo do jornalismo, já que o fazer jornalistico não consegue livrar-se das amarras politicas ou ideologicas de quem o produz.

Quem faz jornalismo o faz sempre a serviço de uma classe ou grupo social, às vezes possivel de ser fotografado como uma mistura homogenea, mas composta de interesses contrários que aguardam momentos de tirarem suas máscaras sociais.

A mesma informação poderá ser transmitida por diversas mídias de maneira diferente, mesmo que tenha o mesmo conteúdo, diferenciando-se na exposição do ponto de vista de quem a produziu. Vendo as coisas por esse ângulo podemos afirmar que não há imprensa imparcial, não existe imparcialidade no jornalismo pois os veículos de comunicação, grandes ou pequenos, estão direta ou indieretamente a serviço de alguém, seja pessoal, fisica ou um coletivo de interesses. O texto jornalistico traz em si uma carga semântica que se exterioriza através da linha editorial que segue.

A imparcialidade portanto, vira discurso politicamente correto que não sai do campo das idéias ficando na penumbra da realidade. Ser imparcial significa ferir interesses, magoar paixôes ideológicas, causar mau estar aos priivilegiados e certamente é uma virtude que ficará para a vida futura quando o jornalismo e a sociedade que o consome atinja um crescimento moral de acordo com o exercício da práxis imparcial.
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Referência: *Zezinho Casanova é educador, estudante de técnico em Comunicação Social e editor do blog Diário do Mearim.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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