Professores de Bacabal e região aprovam fim da greve na rede estadual

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Os professores da rede estadual de ensino do Maranhão que lecionam em Bacabal e região decidiram pelo fim da greve. A deliberação foi feita em uma assembléia realizada pelo núcleo do Sinproesemma da cidade neste sábado (7).

As escolas da rede estadual da regional de Bacabal, que engloba um total de 11 cidades, dentre as que estavam em greve, Bacabal, Vitorino Freire, Olho D’Água das Cunhãs, Paulo Ramos, São Luís Gonzaga do Maranhão e Lago Verde, devem voltar as aulas ao normal na terça-feira, dia 10, após um período de 68 dias de paralisação.

A professora Marilene Gaioso, coordenadora do núcleo regional de Bacabal do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão, afirmou que em hipótese alguma, o sindicato concorda com a proposta do governo em relação à greve. Os professores decidiram aprovar o fim da greve por uma questão de conveniência.

A Secretária de Estado da Educação (Seduc) obrigou os professores recém nomeados e contratados ministrarem aulas. Mesmo por não poderem participar ativamente da greve, estes estavam indo às escolas, mas sem aulas porque não tinham alunos. Com essa determinação, desde o dia 16 de abril esses professores começaram a ministrar aulas. Mas como a greve continuava, a maioria dos alunos ficava sem aula, por dia tinha a média de dois horários.

Outra questão foi o corte no ponto dos professores, onde muitos ficaram com medo de terem novamente seu dinheiro tomado pelo governo. Os educadores em greve receberam os salários do mês de abril com desconto. Na nova proposta, o governo se comprometeu a fazer a reposição do dinheiro, mas não fixou data para isso.

Na proposta o governo também se comprometeu a pagar o piso nacional da categoria. Mas isso não é nenhuma vantagem por parte do governo, afinal piso é lei e deve ser cumprida.

URE DE BACABAL REALIZA DOBRA DE CONTRATOS

A Unidade Regional de Educação (URE) de Bacabal realizou a contratação de novos professores. Na quinta e sexta-feira (5 e 6 de abril) a movimentação de professores no prédio da URE foi grande para fazerem a famosa “dobra” de contratos.

Todas essas contratações acontecem de forma irregular, afinal existem centenas de professores em todo estado que foram aprovados no concurso de 2009 esperando para serem chamados.

Mas claro que o governo do Maranhão não quer empossar os professores concursados, afinal, estes recebem a média de R$ 1.600,00 por mês (salário base e mais gratificações para professores do ensino médio), enquanto os contratados recebem apenas R$ 667,00 e não podem entrar em greve. Então fica a lógica, o Estado lucra, em dinheiro claro, não na educação, ao pagar menos para profissionais mais “obedientes”.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, já publiquei mais de 5 mil notícias neste site; Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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