Perfil dos ministros da presidenta Dilma Rousseff

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Veja o perfil de cada um dos ministros(as) que integrarão o governo de Dilna Rousseff, a primeira presidenta do Brasil.

Advocacia-Geral da União – Luis Inácio Lucena Adams
Advogado-geral da União do governo Lula, fica no cargo para blindar Dilma contra a munição da oposição, esperada para o 1º ano de mandato da nova presidente. Foi Procurador-Geral da Fazenda Nacional (PGF) e secretário Executivo Adjunto e consultor jurídico do ministério do Planejamento.

Casa Civil – Antonio Palocci
Ex-ministro da Fazenda de Lula – que perdeu o cargo após o escândalo da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa – foi um dos homens fortes da campanha de Dilma, ao lado de José Eduardo Cardozo e José Eduardo Dutra (os “três porquinhos”, como ela mesma disse). Palocci tem bom trânsito junto ao empresariado.

Controladoria Geral da União – Jorge Hade
Participou da Assembléia Nacional Constituinte, quando era deputado federal. Foi prefeito de Salvador e deputado estadual, pelo estado da Bahia. Atuou como consultor internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), em missões na Argentina e Venezuela

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Helena Chagas
Helena foi assessora de Dilma durante a campanha eleitoral e uma de suas mais fiéis escudeiras. Chegou, inclusive, a acompanhá-la à Coreia do Sul, na primeira viagem internacional como presidente eleita.

Secretaria de Direitos Humanos – Maria do Rosário
Deputada federal pelo PT-RS, foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Em 2008, quando disputou a prefeitura de Porto Alegre e perdeu para José Fogaça, do PMDB, teve grande apoio da então ministra Dilma.

Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social – Luiza Helena de Bairros
Uma das principais líderes do movimento negro no Brasil, a socióloga sai da secretaria de Igualdade Racial da Bahia para o ministério de Dilma. A petista já trabalhou também como consultora em programas das Nações Unidas e do governo britânico contra o racismo.

Secretaria de Políticas para Mulheres – Iriny Lopes
Cumpriu dois mandatos como deputada federal do Espírito Santo. Na Câmara dos deputados, foi duas vezes presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e integrou o Conselho de Ética. Foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores em Vitória, no Espírito Santo.

Secretaria-Geral da Presidência da República – Gilberto Carvalho
Muito próximo a Dilma e Lula, de quem foi chefe de gabinete. Durante a campanha eleitoral, Carvalho, ex-seminarista, fez a intermediação entre Dilma e setores da Igreja, inquietos com a posição da então candidata sobre aborto.

Secretaria de Assuntos Estratégicos – Moreira Franco
Ocupou a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal até deixar o cargo, em julho, para se dedicar à campanha de Dilma. Foi governador do Rio, prefeito de Niterói e assessor especial do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Secretaria de Relações Institucionais – Luiz Sérgio
É presidente do PT-RJ e ex-prefeito de Angra dos Reis (RJ). Na década de 80, foi um dos fundadores do PT, mas só passou a chamar atenção na época do mensalão, quando desempenhou papel importante na defesa do partido. Começou na política quando ainda trabalhava como matalúrgico.

Secretaria de Segurança Institucional – General José Elito Carvalho Siqueira
Ingressou nas Forças Armadas com 20 anos e atualmente é o chefe de Preparo e Emprego do Ministério da Defesa. Foi comandante da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, em 2006 e 2007, e chefe de Segurança do governo Fernando Henrique Cardoso.

Secretaria de Portos – Leônidas Cristino
Era prefeito de Sobral (CE), quando aceitou o convite para o ministério, indicado por Ciro e Cid Gomes (PSB). Leônidas, que é engenheiro, foi secretário de Transportes, Energia, Comunicações e Obras do Ceará, no governo de Ciro. E foi duas vezes eleito deputado federal.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Wagner Rossi
Aliado de Michel Temer, foi presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), onde distribuiu mais de 20 cargos entre políticos e amigos. Assumiu o ministério em 31 de março de 2010, no governo Lula, em substituição a Reinhold Stephanes.

Ministério das Cidades – Mário Negromonte
Reeleito para o quinto mandato de deputado federal pela Bahia, Negromonte é também vice-presidente Nacional do Partido Progressista e foi presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara. Entrou na política pelo PMDB, em 1986, e já passou pelo PSDB e PPB.

Ministério da Ciência e Tecnologia – Aloizio Mercadante
Eleito senador pelo PT em 2002, foi líder do partido na Casa durante o governo Lula. Disputou a última eleição para o governo de São Paulo, mas foi derrotado pelo tucano Geraldo Alckmin. Em 2009, chegou a anunciar no Twitter que renunciaria à liderança do partido no Senado.

Ministério das Comunicações – Paulo Bernardo
Deputado federal por três mandatos, foi ministro do Planejamento do governo Lula de março de 2005 até o fim do governo. Chamado por Lula de “Dilmo da Dilma”, é visto como uma espécie de curinga da presidente eleita e teve seu nome sugerido também para a Casa Civil.

Ministério da Cultura – Ana de Hollanda
Filha de um dos fundadores do PT, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda, mas sem vínculo direto com partido, Ana sai do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio, onde era vice-diretora, para ser ministra de Dilma. A cantora e irmã de Chico Buarque já foi secretária de Cultura de Osasco-SP e coordenadora de música da Funarte, no Rio.

Ministério da Defesa – Nelson Jobim
Filiado ao PMDB, foi ministro da Justiça e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no governo Fernando Henrique. Em 2007, assumiu o lugar de Waldir Pires no Ministério da Defesa, que saiu após a crise no setor aéreo e o acidente com o avião da TAM.

Ministério do Desenvolvimento Agrário – Afonso Florence
Indicado para o ministério pelo governador da Bahia, Florence foi secretário de Desenvolvimento Urbano de Jaques Wagner. Em 2010, o historiador foi eleito deputado federal. É da corrente petista Democracia Socialista (DS) que não aceitou perder a pasta.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – Fernando Pimentel
Amigo pessoal de Dilma desde os tempos de militância estudantil, o ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Fernando Pimentel será ministro após ser derrotado na disputa ao Senado. Ele foi obrigado a abrir mão da candidatura ao governo de Minas em 2010 para apoiar o candidato do PMDB, Hélio Costa, e não prejudicar a aliança nacional entre PMDB e PT. É acusado pela oposição de ter coordenado a elaboração dos dossiês contra José Serra

Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Tereza Campello
Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil no governo Lula, Tereza trabalhou com Dilma no Rio Grande do Sul e foi escolhida para comandar o Bolsa Família. Quando Lula assumiu o primeiro mandato, Tereza participou da equipe de transição. É casada com Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT.

Ministério da Educação – Fernando Haddad
Ministro da Educação de Lula desde 2005, Haddad implantou o Programa Universidade para Todos (ProUni) e também foi o responsável pela expansão das vagas nas universidades federais. O petista sobreviveu aos sucessivos erros na aplicação do Enem, como o vazamento da prova em 2009.

Ministério do Esporte – Orlando Silva
Chegou ao ministério dos Esportes em 2003. Por três anos, Orlando (PCdoB-BA) ocupou várias secretarias da pasta, antes de substituir Agnelo Queiroz no comando do ministério, em 2006. A missão dele será preparar o país para sediar a Copa do Mundo de futebol, em 2014, e as Olimpíadas de 2016.

Ministério da Fazenda – Guido Mantega
Mantega está no PT desde os anos 80. Coordenou os programas econômicos nas campanhas presidenciais de 1989, 1994 e 1998. Na gestão Lula, foi ministro do Planejamento; depois, assumiu o comando do BNDES e, finalmente, a Fazenda, com a queda de Antonio Palocci em 2006.

Ministério da Integração Nacional – Fernando Bezerra Coelho
Foi três vezes prefeito de Petrolina (PE). No terceiro mandato, deixou o cargo dois anos antes do fim, para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Foi secretário da Casa Civil do governo Miguel Arraes e presidente do Complexo Industrial portuário de Suape.

Ministério da Justiça – José Eduardo Cardozo
Dividiu com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado Antonio Palocci (PT-SP) a coordenação da campanha de Dilma e da transição de governo. O grupo chegou a ser chamado de “os três porquinhos” por Dilma. Cardozo é advogado e professor da PUC-SP.

Ministério do Meio Ambiente – Izabella Teixeira
Funcionária de carreira, assumiu o ministério no governo Lula após a saída de Carlos Minc. Foi secretária-executiva da pasta e subsecretária do Ambiente do Estado do Rio. Formada em Biologia,com mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental.

Ministério de Minas e Energia – Edison Lobão
Ligado a Sarney, já ocupou o ministério entre janeiro de 2008 e março de 2010, quando foi candidato à reeleição para o Senado. Já foi deputado federal e governador do Maranhão. Ao lado de Dilma, precisou se explicar no Congresso sobre um apagão que atingiu 18 estados do país.

Ministério da Pesca e da Aquicultura – Ideli Salvatti
Líder do governo Lula no Congresso, Ideli (PT-SC) termina seu mandato de senadora no fim de janeiro. Amiga de Dilma, ela disputou o governo de Santa Catarina, abrindo palanque para a petista no estado, mas ficou em terceiro lugar. É uma das fundadoras do PT catarinense.

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Miriam Belchior
Foi secretária executiva do PAC, quando Erenice Guerra substituiu Dilma na Casa Civil. Engenheira de alimentos, formada pela Unicamp, com mestrado em Administração Pública e Governamental pela FGV. Foi casada com o ex-prefeito de Santo ANdré, Celso Daniel.

Ministério da Previdência Social – Garibaldi Alves
Senador reeleito pelo PMDB-RN, exerceu mandato-tampão de presidente do Senado após a renúncia de Renan Calheiros, em 2007. Em novembro de 2008, na presidência da Casa, criou um mal-estar com o Planalto, ao devolver ao Executivo a polêmica MP da Filantropia, que dava anistia fiscal a instituições filantrópicas.

Ministério das Relações Exteriores – Antônio Patriota
Secretário-geral do Itamaraty na gestão de Celso Amorim, tem perfil discreto e é bastante próximo a Dilma. A expectativa é de que não adote lances ousados na política externa. Patriota foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Ministério da Saúde – Alexandre Padilha
É médico infectologista e funcionário de carreira da Funasa. Ganhou prestígio como articulador político no segundo mandato de Lula, em que foi ministro das Relações Institucionais. Na coordenação da campanha de Dilma, teve papel fundamental na mobilização de prefeitos da base e da oposição.

Ministro do Trabalho – Carlos Lupi
Carlos Lupi também foi ministro do Trabalho de Lula. Assumiu a presidência do PDT, em 2004, após a morte de Leonel Brizola. Só se licenciou do cargo para assumir o ministério. Foi eleito deputado federal em 1990, mas dois anos depois se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro

Ministério dos Transportes – Alfredo Nascimento
Presidente nacional do PR, foi ministro dos Transportes nos dois mandatos de Lula. Em 2004, renunciou à prefeitura de Manaus (AM), para assumir o Ministério dos Transportes. Em 2006, elegeu-se senador pelo Amazonas, mas se licenciou do cargo para voltar ao ministério. Em 2010 foi derrotado para o governo do Amazonas.

Ministério Turismo – Pedro Novais
Deputado federal reeleito para o sexto mandato, Pedro Novais (PMDB-MA), de 80 anos, é ligado ao grupo político do presidente do Senado, José Sarney. É autor do projeto de lei que pode tornar obrigatórios postos de informação turística em aeroportos e estações rodoviárias e ferroviárias.

Banco Central – Alexandre Tombini
Funcionário de carreira do Banco Central e um dos principais interlocutores do BC com o Ministério da Fazenda. Com alto conhecimento técnico e um perfil mais desenvolvimentista do que o antecessor, Henrique Meirelles. Ajudou a criar o Departamento de Pesquisas do BC e foi um dos formuladores do regime de meta de inflação adotado desde 1999.

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Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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