Lançamento do 1º CD póstumo de Michael Jackson

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A gravadora Epic Records lançou nesta segunda-feira (13) o primeiro disco póstumo de Michael Jackson (1958-2009). Espremer daqui e recauchuta dali, a gravadora chegou ao repertório de dez canções do primeiro disco de inéditas do popstar desde 2001, ano de “Invincible”.

IMAGEM - Capa do CD póstumo de Michael Jackson

 “Michael”, 11º álbum da discografia do cantor, tem música registrada durante a gravação de “Thriller”, lançado em 1982 (“Much too soon”), faixas que tomaram os últimos momentos de vida criativa do cantor (como “Best of joy”) e vários convidados.

Figuras do R&B americano como Teddy Riley e Christopher “Tricky” Stewart produzem músicas com participações de Akon, 50 Cent, Lenny Kravitz, Ne-Yo, Jamie Foxx, Dave Grohl, além da banda japonesa de electropop Yellow Magic Orchestra. E aos que acham exagero ou criticam a iniciativa, é bom ressaltar que este não deve ser o último. Em entrevista à rádio BBC, Riley afirmou que já trabalha em outras inéditas para um segundo CD póstumo.

Todas as faixas de “Michael” foram liberadas gradativamente para audição no site oficial do cantor nas últimas semanas. Confira as primeiras impressões para cada faixa do álbum:

1 – “Hold my hand”, com Akon
O rapper de origem senegalesa escreveu este xarope R&B de batidas manjadas para que ele mesmo gravasse. Mas Akon, esperto como sempre, logo mudou de ideia quando sua presença foi confirmada no processo de modernização da imagem e da sonoridade de Michael, com quem gravou a faixa em 2008. “Eu sabia que a gravação seria bem mais importante se estivesse em um disco do Michael Jackson”, explicou pouco antes de a música ser lançada como single.

2 – “Hollywood tonight”
Na abertura, Michael (ou alguém que o imita bem) manda ver um beat-box, após um coral de igreja começar os trabalhos. Ela não lembra a levada funkeada de “Remember the time” e “Dangerous” por acaso. As três foram aparadas por Riley. Na letra, ele segue os passos de uma garota que faz de tudo para ser famosa, como mudar o nome ou dar em cima de rapazes. Faltou a ela um pai de mão firme?

3 – “Keep your head up”
Mais contemplativa e épica do que as anteriores, trata-se de uma balada motivacional na linha de “Heal the world” e “Earth song”. Durante ela surgem vozes saindo por todos os lados, para amparar a fragilidade vocal de Jacko. Christopher “Tricky” Stewart é creditado como produtor. Aos que não ligam os hits aos criadores, Stewart trabalhou em “Single ladies” (Beyoncé), “Umbrella” (Rihanna) e “Baby” (Justin Bieber).

4 – “(I like) the way you love me”
O melhor é o início: uma mensagem de voz que o cantor deixou na caixa postal de seu engenheiro de som, na qual reproduz com a boca o arranjo de bateria e cantarola uma parte da música. O telefonema valeu cada centavo. Os truques Ne-Yo e Jamie Foxx, com ajuda de seu produtor Theron “Neff-U” Feemster, funcionam. Só as camadas de vocais uivantes no final que afugentam.

5 – “Monster” (com 50 Cent)
A calmaria é rompida aos berros, em mais uma produzida por Riley que cita Hollywood. Desta vez, Michael dá o recado para quem já o chamou de “monstro” e “animal”. No refrão, faz várias perguntas, cantadas com certo furor. “Por que continuam me perseguindo? Por que fazem isso comigo? Por que estão me caçando?” Discreto no registro, 50 Cent já disse que “Monster” é o “Thriller” de hoje. Ser uma das melhores do disco está de bom tamanho.

6 – “Best of joy”
A faixa está entre as últimas nas quais Michael trabalhou. Segundo os produtores do disco, a música já estava finalizada antes da morte do cantor: seria lançada durante a turnê This Is It. Mesmo que seja da mesma família de baladas melancólicas como “Stranger in Moscow”, “You are not alone” e “One more chance”, esta faz valer o “joy” do título, sendo muito mais alegrinha, apesar do outro sentido que a letra passou a ter após sua morte: “Eu sou o para sempre”.

7 – “Breaking news”
É estranho perceber que a primeira música do disco a ser divulgada é de longe uma das mais fracas do pacote. Outra produzida por Riley a citar o lado ruim da fama, o registro – feito em 2007 pelo popstar – é o que mais trouxe dúvidas sobre a autenticidade dos vocais gravados por Michael. “Todos querem um pedaço de Michael Jackson”, canta. Membros da família do cantor afirmaram que a voz do rei do pop é um pedaço ínfimo da massa sonora que é “Breaking news”.

8 – “(I can’t make it) another day”, com Lenny Kravitz e Dave Grohl
As guitarras mais pesadas do disco aparecem na música que tem os convidados mais avessos ao hip hop: o compositor da faixa, Kravitz, na guitarra; e Grohl, na bateria. A música deveria ter sido incluída no disco “Invencible” (2001), mas acabou de fora. “Ter trabalhado com Michael nesta música foi a experiência mais incrível que já tive em um estúdio”, disse Kravitz.

9 – “Behind the mask”
Saem bateria e guitarra, entram os tradicionais “ih-ih’s” de Michael e introdução com saxofone, somados a um duelo entre ele e a voz robótica da canção original. O cantor só acrescentou uma letra para a música da banda japonesa de electopop Yellow Magic Orchestra, também regravada pela banda inglesa Keane. Mesmo sendo uma espécie de Frankenstein, com partes grudadas com uma cola mais do que rala, a música aponta os rumos que o popstar poderia tomar.

10 – “Much too soon”
A balada de fim de festa encerra o expediente. Produzida por John McClain, a faixa é uma sobra das sessões que resultaram no disco “Thriller”, lançado em 1982. “Espero ter uma mudança para melhor agora / Em seguida, deixo o destino controlar minha alma / Eu espero que meus amigos possam ver / O dia que você voltar para mim / Mas eu acho que eu aprendi minha lição muito cedo” são os versos finais do CD.
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Referência: Portal G1.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, já publiquei mais de 5 mil notícias neste site; Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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