China treina pombos-correio para se comunicar em catástrofes e guerras
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Em tempos modernos de alta tecnologia, uma divisão do Exército de Libertação Popular na província chinesa de Sichuan treina dez mil pombos-correio para garantir a comunicação em caso de guerra ou catástrofe natural. Este pode ser o maior “esquadrão” do mundo, que em tempos de paz será utilizado para chegar a zonas remotas.
Em 2008 a região sofreu um dos piores terremotos da última década, com mais de 90 mil mortos e desaparecidos e as comunicações cortadas em muitas zonas, por isso, a escolha de Sichuan é mais que apropriada. Províncias vizinhas, como Guizhou, Yunnan e a região do Tibete, terão estações para receber mensagens destes pombos.
O primeiro grupo deste tipo de aves para uso militar na China nasceu em 1950 em Yunnan (no sudoeste do país, na fronteira com Laos e Mianmar), para enviar mensagens aos vizinhos países do sudeste da Ásia, embora naquela ocasião os pombos tenham sido importados de Polônia e União Soviética.
Desde então, a capital provincial de Yunnan, Kunming, é o principal centro dedicado ao uso militar de pombos, onde mais de 50 mil destas aves já foram treinadas.
Os pombos-correio foram utilizados nas duas guerras mundiais do século XX, sendo que na primeira delas calcula-se que 95% das mensagens transmitidas por este meio chegaram com sucesso a seu destino.

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