Gabarito de concurso da PF custava de 60 a 100 mil reais

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De 60 a 100 mil reais, essa era a faixa de preço que uma quadrilha cobrava pelos gabaritos do concurso da Polícia Federal em 2009. A descoberta foi feita a partir de uma investigação da própria Polícia Federal em parceria com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal.

A Operação Tormenta, deflagrada em junho pela polícia federal, além de investigar fraudes nos concursos da própria instituição, investiga também fraudes nos concursos da Receita Federal, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), além do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

55 candidatos foram indiciados no inquérito sobre a fraude no exame da Polícia Federal. Foram indiciados também dez membros da quadrilha que desviou os gabaritos, sendo que alguns dos 55 candidatos também eram membros do grupo.

Na última quarta-feira (13), 49 candidatos indiciados foram eliminados oficialmente do concurso. Os outros seis já haviam sido excluídos em junho, logo que a operação foi deflagrada. O inquérito foi encerrado há cerca de dois meses, essas informações de tudo que foi apurado, foram divulgadas ontem, sexta-feira (15).

Os candidatos foram indiciados por estelionato e receptação. Já os membros da quadrilha foram indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato, corrupção ativa e corrupção passiva, dependendo de cada caso.

O inquérito já foi entregue ao Ministério Público Federal, que apresentou a denúncia à Justiça. A Justiça já aceitou a denúncia e decretou prisão de alguns indiciados. Alguns estão presos.

COMO FUNCIINAVA O ESQUEMA DE VENDA DE GABARITOS DOS CONCURSOS?

A quadrilha operava com a ajuda de um policial rodoviário federal, que também foi indiciado no inquérito. Esse policial era responsável por pegar os cadernos de questões nas dependências da PRF, fazer uma cópia e vender o material para o “chefe” da organização criminosa. Esse chefe, por sua vez, repassava as perguntas a professores que montavam o gabarito. Os gabaritos eram vendidos diretamente a candidatos ou para intermediadores. Depois, os candidatos ou decoravam as respostas, ou montavam uma cola ou recebiam as respostas por meio de pontos eletrônicos durante a prova.

DEMAIS CONCURSOS

Além do concurso da PF, já foi encerrada a investigação sobre a fraude no Exame da OAB de 2009. Nesse caso, a Justiça Federal abriu processo contra 37 pessoas envolvidas, após a denúncia do Ministério Público Federal em Santos (SP). O esquema, segundo a promotoria, incluiu um curso com as questões para bacharéis em direito em uma universidade de SP.

O total do bando da quadrilha variava de acordo com cada concurso, mas já foram identificados 16 membros da quadrilha no total. Os inquéritos sobre as provas da Receita Federal, da Anac e da Abin continuam em andamento.

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Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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1 Comentário

  1. Andrade disse:

    Essas pessoas não pensam que logo logo vão morrer e vão prestar contas a Deus. É de dar pena esse tipo de gente. Se fossem imortais ainda poderia valer a pena,mas, se pensarem que um dia (até hoje mesmo) irão morrer e terão que prestar contas a Deus, jamais farão isso em suas vidas. Todos nós somos capazes, basta querer e ter fé, pois concurso tem todo ano e, embora a concorrência seja alta, a fila anda e um dia se chega lá. Basta estudar, ter foco e não desistir jamais. Nada melhor do que dormir com a consciência tranquila.