Como foi a campanha de José Serra no 2º turno

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A campanha dos dois candidatos à presidência, foi acompanhada até o debate desta sexta-feira (29). A trajetória de José Serra (PSDB) está descrita a seguir.

Aos 68 anos, pique pelo sonho de toda uma vida política. “Eu gosto da campanha em si, que pra mim se traduz em entrevistas, no horário de televisão, e principalmente no contato com as pessoas”, disse o candidato do PSDB à presidência, José Serra.

Um dia típico de campanha dura é assim. Em São Paulo, Serra recebe o apoio de deputados do PV. Pouco depois, está no Rio, fazendo embaixadinha no Maracanã. Para, em seguida, se encontrar com pastores evangélicos em Foz do Iguaçu.

Depois de tudo isso, quase às 21h, o candidato José Serra chega para o comício em Caxias do Sul. “O dia foi puxado, mas eu estou com bastante energia”, contou o candidato.

Entre peemedebistas gaúchos, o palmeirense Serra discursou disposto a agradar todas as torcidas. “Eu gosto de todos os times do Rio Grande do Sul. Hoje em dia, até do Corinthians e do São Paulo”, disse Serra.

José Serra percorreu 120 cidades em 23 estados, enfrentou quatro sabatinas, dez debates.

“Eu sou, por natureza, uma pessoa mais tímida. Mas, durante a campanha, isso desaparece inteiramente. Você fica mais solto, mais próximo das pessoas”, assumiu José Serra.

E nesse ritmo de “deixa a campanha me levar”, comeu churrasquinho na laje, no Rio de Janeiro; ganhou muitos presentes, como o barquinho em Belém; em São Paulo, lembrou os sabores da infância no mercado onde o pai tinha banca.

Os desejos dos brasileiros ele conheceu entre abraços e beijos, conversas nas ruas.

Para cada discurso, muitos flashes. “Eu tiro, por dia 400, 500 fotos. Para mim, olhar essas meninas tirarem fotos assim, a distancia, é uma coisa fantástica”, declarou o candidato.

No álbum da longa campanha, há registros importantes, como a chegada ao segundo turno.

“As minhas primeiras palavras são de profundo agradecimento ao povo brasileiro, pela força que me deu nessa eleição”, disse o candidato, após o resultado do primeiro turno.

Serra voltou às ruas e a temperatura da campanha subiu. Aborto, quebra de sigilo na Receita Federal, denúncias de tráfico de influência na Casa Civil e de desvios de dinheiro por um assessor tucano esquentaram as discussões.

Houve também agressão e polêmica. Mas, no olho do furacão de uma campanha, também tem descontração. “Praticamente, todos os dias, eu tive momentos divertidos”, lembrou.

E cá está o já não tão tímido candidato pedalando a centopeia em Blumenau, arriscando um forrozinho em São Paulo, arrastando multidão no Rio de Janeiro, no Recife.

O Jornal Nacional voltou a encontrar o candidato em São Paulo, quando boa parte dos eleitores já estava dormindo.

Quase às 01h30, e o candidato José Serra estava twitando. Ele troca informações com os seus mais de 500 mil seguidores e se anima com as mensagens que recebe. Uma é trecho de música de Ary Barroso. “Risque meu nome do teu caderno, pois não suporto o inferno do nosso amor fracassado”, cantou José Serra.

Inspirado, ele passa à próxima tarefa: gravar o último programa de TV, dirigido aos eleitores, de quem já se sente muito próximo.

“Tem tipo de abraço que é mais formal ou é mais violento, mas tem tipo de abraço que acaba sendo mais aconchegante”, revelou o candidato.

E ele quer mais. Precisa que o carinho se traduza em votos capazes de dar a vitória na eleição. Foi em Minas Gerais pedir esses votos e a bênção de Nossa Senhora da Abadia, antes do último debate.

José Serra chegou ao Rio de Janeiro ainda de madrugada e passou o dia se preparando para o momento do debate. Ele disse que, sem dúvida, o debate é importante. “Nada é decisivo. Tudo é importante. Decisivo é o eleitor e o eleitor vai se basear muito neste debate”, afirmou José Serra, antes do debate.

Mel na garganta para falar aos indecisos, conselhos ao pé do ouvido e depois, à vontade, relaxado, pelo menos por enquanto.

“São 80 pessoas do Brasil inteiro. Me senti muito bem nesse ambiente”, revelou. Após o fim da campanha, ele conta como fica o coração: “O coração está normal agora. Domingo já vai bater mais depressa”, finalizou José Serra.
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Referência: Jornal Nacional.

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Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, já publiquei mais de 5 mil notícias neste site; Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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