Como foi a campanha de Dilma Rousseff no 2º turno

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A campanha dos dois candidatos à presidência, foi acompanhada até o debate desta sexta-feira (29). A trajetória de Dilma Rousseff (PT) está descrita a seguir.

O mesmo gesto repetido incontáveis vezes. A forma de lembrar a promessa que fez meses atrás, no lançamento da candidatura. “Uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula. Mas que fará o Brasil de Lula com alma e coração de mulher”, disse a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff.

Em vários momentos, em muitas cidades, Lula foi pessoalmente apresentar Dilma ao povo. E a candidata do Partido dos Trabalhadores ouvia o coro da militância.

Boa parte da campanha, Dilma passou com uma bota no pé direito, machucado em uma queda, enquanto fazia exercício na esteira. Em meio à caminhada política, uma pausa nos compromissos. No dia 9 de setembro, ainda no primeiro turno, nasceu, em Porto Alegre, o neto Gabriel.

“A participação foi física em poucos dias, infelizmente, e intensa nos telefones. Eu telefono todo dia para saber. Ah, teve cólica? Porque agora está naquela fase da cólica”, contou a candidata.

Mas esse rosto também mostrou o cansaço, mesmo quando a promessa era de disposição. “Vou encarar esse segundo turno com muita garra e com muita energia”, disse em discurso.

E chegou a hora de ceder. Conversar com lideranças religiosas, assumir compromissos no papel. A vez de se impor. “Minha querida, eu não faço leilão para ganhar apoio. Eu não faço isso”, destacou durante a campanha.

E o momento de brincar com a própria fama de durona. “Olha, mulher quando fica brava, vocês se cuidem”, brincou.

Na reta final da campanha, cada passo, cada compromisso tem o mesmo objetivo: dar um último recado ao eleitor, se despedir antes da votação. No Nordeste, Dilma visita três Estados no mesmo dia: Ceará, Pernambuco e Bahia.

E são beijos, abraços, fotografias. Falar com a candidata ao pé do ouvido. O que tanto ela ouve? “Sorte, sorte você vai ganhar. São só bons augurios, boa sorte”, revelou.

Dilma dá autógrafos e, quando tenta caminhar no meio do povo, é impossível sair do lugar. Como explicar o que acontece nas ruas?

“Não é uma coisa racional. É um clima de emoção, de aproximação muito grande, do contato. Porque o povo brasileiro é isso. Ele gosta do contato físico, gosta de pegar”, disse Dilma.

Ora como artista, ora com artistas. Dilma percorreu o país de uma ponta a outra: 35 carreatas e caminhadas, 28 comícios. E Dilma vai até os jornalistas. Desaparece no meio deles. Foram mais de 120 entrevistas. Antes, durante e depois de cada falatório, água para ajudar num problema que a acompanhou durante toda a campanha: a voz.

“Chega um ponto que o melhor remédio é fechar a boca. Como pra mim é difícil, eu fecho só meia boca. O resto fica falando”, revelou a candidata do PT.

Além do corpo a corpo, de falar com o povo em uma campanha política, os candidatos usam as câmeras para chegar ao eleitor. Um dos últimos compromissos de campanha de Dilma é o debate na TV Globo. Em alguns minutos, ela entrará no estúdio.

Nos bastidores, um retoque na maquiagem. Um instante para descansar o pé e a candidata entra em cena.

Ninguém imagina o que ela tem vontade de fazer no intervalo. “Eu só queria um chiclete, mas não pode”, contou.

Mas depois de meses de maratona, dá até para adivinhar o que ela tanto quer fazer:
“Dormir”, revelou Dilma.

No fim do debate, o primeiro telefonema é o do presidente Lula. E na contagem regressiva, como vão ser as próximas horas de espera.

“Na vida, quando você faz tudo aquilo que você pode, você tem que ficar tranqüila. Tem que ficar em paz. Eu estou em paz comigo mesma. Eu lutei a boa luta. Então, eu estou muito tranquila e feliz”, finalizou Dilma Rousseff.
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Referência: Jornal Nacional.

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Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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