Entrevista com o professor José Vieira do CESB/UEMA

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Dois fatos marcam o momento que vive a Universidade Estaual do Maranhão – UEMA: a greve dos servidores desta instituição e uma campanha pró-autonomia da mesma contra o bel prazer do governo do estado na administração dos recursos financeiros e serviços nesta autarquia.

O primeiro encabeçada pelos próprios servidores, em sua maioria e de todos os Campus, já o segundo, mesmo sem o apoio da reitoria, como já previsto, mas com todo empenho e comprometimento dos acadêmicos principalmente do Campus de São Luis.

Para o CESB (Centro de Estudos Superiores de Bacabal), que até seu aniversário, 17 de abril, mesmo dia do de Bacabal com seus 90 anos, passou despercebido literalmente, se tem notado uma instituição educativa com atuação regional e objetivo de tornar, com a formação de profissionais qualificados, uma sociedade melhor para se viver. É emblemático então ver tal situação que poderá ser melhor entendida ou pelo menos refletida nas palavras do Professor Zé Vieira, um dos poucos capazes ainda de se motivar junto ao alunado acreditando nas alternativas viáveis que se tem a vista com capacidade de uma real mudança neste quadro. Um não ao “continuísmo”. Confira:

IMAGEM - Professor José Vieira - CESB/UEMA

JORNAL O MEARIM: O filósofo Heidegger diz em seus escritos que o bem estar humano “É um caminho sobre o qual estamos a caminho”. Com tanta corrupção e promiscuidade dos gestores políticos e de autarquias educacionais, além dos próprios cidadãos comuns, isso não é utopia?
Professor José Vieira: Sim, é contínua sendo uma utopia, por quê? Ainda vivemos no mundo do ilusionismo, do ludibrionismo, e por aí andamos. Onde o ser humano “Homem” o detentor do conhecimento repassado por Deus, não chegou se quer tocar ao chão com seus próprios pés, pra sentir que o mundo não se vive de tanta coisa feia e que o belo está bem próximo dele que é o outro e que o outro está tentando mostrar esse outro lado mais ele continua com o seu egoísmo demonstrando a pior de uma das leis naturais que é a “Força física e não a experiência, razão e paixão”.

JORNAL O MEARIM: No livro “Você é aquilo que você pensa” James Allen e Ricardo Marques expressam a mais bela verdade: O homem é o mestre do pensamento, o modelador do caráter, construtor e forjador da condição ambiente e destino. Qual sua opinião sobre?
Professor José Vieira: Isso diz a vã filosofia escrita pelo próprio homem. Vamos fazer um paralelo, entre o homem e qualquer outro tipo de animal, qual da outra espécie mata sem que não seja para sua defesa ou sobrevivência. E o homem? Que é racional e construtor de tudo isso, será que continua sendo o mais irracional de todas as espécies, parece-me que sim, veja bem, vivemos em um mundo da RE, reabilitar-se, reflorestar o que causamos a natureza e ao próprio homem. Mas mesmo assim ainda continuamos sendo mestres de exemplos, onde tocamos fogo ao próximo por prazer de matar pra não comer e sim pra mostrar nossa força física.

JORNAL O MEARIM: Ainda do livro citado é visto: Os homens são ansiosos para melhorar sãs circunstâncias, mas são indispostos para melhorar a si mesmo. Que comentário o senhor faz pertinente a este pensamento?
Professor José Vieira: Que circunstancias continuamos sempre nela porque o homem é um ser insaciável vive sempre em circunstância, o homem vive o momento da descontinuidade, para depois continuar, pra não falar de alguns continuísmos retrógrados ultrapassados no tempo e que está construindo sua própria falência sem que seja dada a disposição para melhorar a si mesmo que é o conhecimento, e desafio qualquer pessoa (leitor) deste brilhante jornal, que me mostre outro caminho que não seja através do conhecimento científico, que chegaremos ao(s) objetivos que desejamos.

JORNAL O MEARIM: O universo não favorece ao mesquinho, o desonesto, o viciado, muito embora a mera superfície pareça assim mostrar. Pensa J. Allen e R. Marques. Ele ajuda o honesto, o virtuoso, o magnânimo. O senhor acredita nisto?
Professor José Vieira: Todas as palavras são pequenas diante do homem, que com pequenas outras palavras poderia se tornar grande diante de tanta pequenes. Não precisa fazer muito, só o necessário e aí está satisfazendo a ele e ao próximo. E demonstrando que usando a sua inteligência pouco utilizada, seria capaz de fazer além do necessário e tudo ao seu redor seria muito mais fácil de ser visto com outros olhos de quem tanto necessita e de quem tanto já se desespera, principalmente dos homens públicos, que tanto se comprometem e ficamos só na esperança, e lá só respondem em causa própria.

JORNAL O MEARIM: Existe oposição na direção do CESB? Por quê?
Professor José Vieira: Sim, basta que mudemos o nosso ponto de vista, mas como foi questionado em perguntas anteriores o homem é quem constrói seu próprio caminho, e esse foi o caminho escolhido pela maioria dos homens e mulheres pensantes, excluindo aí os alunos que vêem do ponto de vista ao qual me referi que existe o outro lado. Será que os pensantes deste Centro, ainda não perceberam ou estão só na espera das boas, que não vão cair do céu se não construirmos, e o outro que pensa e vê fica a construir sonhos diante de uma realidade? Eu diria que estamos brincando com o conhecimento alheio. Mas vivemos em um país, estado, municípios e instituições públicas que o continuísmo, ainda é visto pelos mesmos olhos e que não existe outro caminho só o deles, e o caminho a ser construído continua, porque não saímos do zero.

JORNAL O MEARIM: Como os acadêmicos podem tirar o máximo de proveito do CESB enquanto o que é oferecido neste?
Professor José Vieira: Tirar proveito de tudo que há de melhor, que sabemos que lá existe, basta ver o outro lado e começar a construir junto com aqueles que vêem de forma diferente e pensa diferente o que o chamam de oposição, que não vejo como oposição, mas como uma nova visão de construção, para que a coisa pública não permaneça no continuísmo, como falamos na resposta anterior que só leva a coisas que visamos causa própria, ou seja, meu, e não é isso o que os acadêmicos foram lá buscar, foram moldar-se a dividir com o próximo para que o todo fosse de todos e não de parte ou meu, e depois mudar esse mundo em que tocamos fogo no outro para demonstrar a nossa força física, que não está muito diferente no nosso CESB.
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Referência: Jornal O Mearim.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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