Tecnologia ajuda vítimas do terremoto no Haiti

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As novas tecnologias podem mesmo salvar vidas. Um dominicano soterrado sobre os escombros do Hotel Montana, no Haiti, enviou mensagens de celular com a localização exata de onde ele está. Um grupo de resgate da República Dominicana já chegou ao local e tenta o salvamento.

Um canadense fez o mesmo. O ministro do exterior do Canadá afirmou que o governo já recebeu a mensagem.

Atenção máxima na tela. É pelo computador que estão chegando as notícias do Haiti. As ligações telefônicas não se completam e o único meio de comunicação é a internet. Foi assim que o pessoal do Viva Rio conseguiu entrar em contato com os nove brasileiros que trabalham na ONG e estão implantando um projeto social em Porto Príncipe.

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Foram muitas as tentativas de mensagens até que surgisse na tela a informação de que a casa que hospeda todo o grupo não foi atingida pelo terremoto. O contato pela internet só foi possível porque na sede do projeto no Haiti tem um gerador de energia elétrica. É graças a ele que as notícias estão circulando.

“Parece que há dificuldade de combustível no país. Se não tivermos como ter diesel para o gerador, podemos ter problemas, como o resto do país”, explica o coordenador do Viva Rio Tião Santos.

Todos os meios de comunicação disponíveis pela internet estão sendo usados para localizar brasileiros que estão no Haiti: são mensagens de texto e de áudio, as comunidades de relacionamento aceleram a circulação das informações. Os chamados são frequentes.

Pelo telefone, é impossível o contato. O estudante Kerby Alexis deixou, há um ano, no Haiti, pai, mãe, quatro irmãos, sobrinhos. Veio para o Brasil sozinho para estudar. Ele tentou encontrá-los pela internet, em uma lan house, mas não conseguiu. Deixou recados no site de uma rádio, para que sejam divulgados em Porto Príncipe. O medo é de não encontrar mais os parentes.

“Meu coração está apertado. Claro que estou com esperança. É difícil, muito difícil, porque a última vez que abracei a minha mãe, o meu pai, foi lá no aeroporto. E ele me falou ‘meu filho, se a gente não ser ver mais, a gente vai se ver lá no céu’”, diz, chorando, o estudante Kerby Aléxis.

Logo depois do terremoto começou em uma casa uma grande rede de troca de informações. Aíla e Catarine se conectaram para encontrar os amigos que estão no Haiti e ao mesmo tempo repassar as notícias que conseguiram pela internet.

Assim que soube da tragédia, Catarine Peres tomou um susto. A filha viu pela TV a foto do pai em uma das imagens dos destroços. Ele trabalha lá. Foram momentos de desespero que só cessaram quando conseguiu falar com ele pelo computador.

“Hoje, para mim, a internet significa vida. Com ela, sei das pessoas da minha família”, elogia a pegagoga da UFRJ Catarine Peres.

Aíla cuida da parte pedagógica de um projeto social em Porto Príncipe. Há seis meses dá aula para 150 crianças e adultos. Veio para o Brasil de férias e teria que ter voltado na semana passada, mas a viagem foi adiada para amanhã. Desde que soube do terremoto não consegue se distanciar da tela do laptop. Já nas primeiras trocas de mensagens soube que um grande amigo haitiano está na lista dos mortos. Ela não se cansa de procurar por todos que deixou lá.

Fonte: Bom Dia Brasil.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, já publiquei mais de 5 mil notícias neste site; Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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