Criança morre afogada vítima da enchente em Bacabal

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A situação é trágica, mas infelizmente tenho que relatar aqui. A enchente não está atingindo só a zona urbana, mas diversas comunidades na zona rural, próximas ao rio Mearim.
Neste último final de semana, morreu uma criança afogada na comunidade Centro dos Cabecinhas, cerca de 40 km de Bacabal.

Aqui no Maranhão, as pessoas usam muito carroça, puxadas por animais para se locomoverem. Essa criança estava se deslocando da comunidade Canarana para a referida localidade onde mora, Centro dos Cabecinhas. Essas comunidades ficam numa área chamada de baixada bacabalense, por estarem próximas ao rio Mearim e serem cheias de lagos, que no inverno, como agora, enchem e transbordam, ocupando as estradas.

A carroça transportava um total de 5 pessoas, sendo a criança que faleceu, mais 3 crianças e uma adolescente que conduzia a mesma. Por serem pessoas que nasceram na região eram acostumadas a fazerem este tipo de trajeto. Mas infelizmente desta vez, ao passarem por uma área da estrada alagada, tão fundo que foi necessário que o boi que estava puxando a carroça nadasse, aconteceu o inesperado. Quando o boi nada, a carroça bóia por causa dos pneus. E se for pouco peso, como era o caso, podem continuar em cima da carroça que passa normalmente.

A região tem muitos puraqués (peixe-elétrico) e um deles atacou o boi, que se assustou por causa do choque, nessa hora as crianças cairam da carroça. A adolescente tentou salvar e conseguiu fazer isso com as três. Mas a outra, de apenas 07 anos não teve a mesma sorte. E suspeita que também tenha sido atacada pelo peixe, por isso o motivo de ter logo ido para o fundo da água. Pode ter morrido logo do choque, e não exatamente afogada, afinal uma criança é muito pequena, comparada ao tamanho do boi que puxava a carroça.

Eu disse que aconteceu o inesperado, mas na verdade não tão inesperado assim. Todo mundo que mora na região sabe da existencia dos puraquès, inclusive que podem ser atacados a qualquer momento ao entrarem na água. Mas é necessário se locomoverem de um lugar para outro, por isso se arriscam.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, já publiquei mais de 5 mil notícias neste site; Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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4 Comentários

  1. Anônimo disse:

    Que trágica notícia! É o preço que se paga quando se luta contra a natureza!

    Que pena!

  2. LISON disse:

    Saudações!

    É lamentável o ocorrido, e o pior é que essas famílias dificilmente dispõem de recursos para fazer frente a essas situações, enquanto isso o governo trata com descaso total, penso até alguns governantes acham que as populaçãoes principalmente da zona rural são exímios homens rãs, ou peixes…
    Aceite votos de melhoras!
    Muito triste meu amigo a situação!
    Abraços,
    LISON.

  3. Anônimo disse:

    Bom Dia, venho tornar público q o poder Municipal tem dado a mior ajuda aos desabrigados e desalojados pelas cheias, quanto a zona Rural, o pessoal do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, montaram várias estratégias para chegar nesses locais, mas as dificuldades são imensas os locais são de difícil acesso para as embarcações deles,e desde então é solicitado uma aeronave para essa ação, que só essa semana foi conseguido, não pelo estado, mais sim pela PRF (polícia Rodoviária FederaL) e com um sobrevoo nesta quarta feira dia 27 de maio, mapearam e montaram as estratégias de atendimento. mesmo aeronave pequena como o (BELL) Helicóptero de Pequeno Porte da PRF, naum teria condições de pouso. no domingo passado dia 24 de maio tentaram alcançar de carro os povoads mas sem Exito, chegando apenas ao povoado chamado Sincorá. Hoje dia 30 chegaram umas aeronaves e já foram todas carregadas com medicamentos, médicos e enfermeiros, além de Pessoal da Defesa Civil, com Cestas Básicas para distribuir nso povoados . espero q dê certo e que Deus Abençõe a Todos!

  4. Anônimo disse:

    Assim como você (Anônimo acima), também espero que todas as ações aconteçam com sucesso. Chegar á zona rural é dificil no inveno, mas dáqui para o Sincorá, parte da dificuldade se deve ao fato de que a prefeitura não deu a mínima para uma recuperação da estrada ainda no verão.