Lista 2011 de países inimigos da internet

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Cuba se mantém na lista de “inimigos” da internet elaborada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que cita os Estados que impedem a livre circulação na rede, enquanto que a Venezuela entrou para a relação de países sob vigilância.

Segundo o relatório anual “Inimigos da Internet” publicado nesta sexta-feira (11), junto a Cuba estão Arábia Saudita, Mianmar, China, Coreia do Norte, Irã, Síria, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã. Este ano saíram da lista Egito e Tunísia, depois das revoltas que puseram fim aos seus regimes, mas ambos se encontram sob vigilância, da mesma forma que Venezuela, Líbia e França.

A organização revelou que 119 pessoas estão presas no mundo todo por terem quebrado as regras de seus regimes quanto ao uso da internet, a maior parte delas na China. Cada vez mais, a rede é considerada como um instrumento de subversão, mas também de propaganda oficial, e sua influência na política dos países é crescente, como mostram os casos do WikiLeaks e das revoluções nos países árabes.

O governo de Hugo Chávez introduziu pela primeira vez instrumentos de controle na internet no contexto de “tensão crescente entre o poder e os meios de comunicação críticos”, afirma o relatório. O documento informa que esses instrumentos foram introduzidos através de uma “lei repressiva para a internet”.

Onipresente nos meios de comunicação tradicionais, o presidente venezuelano “não podia resistir à tentação de monopolizar a internet e regular o espaço cujo controle lhe escapa”, revela. Para a RSF, Chávez entendeu a importância da internet em um país onde quase um terço da população tem acesso à rede.

Ainda mais grave é a situação em Cuba, que mantém duas redes paralelas de internet: uma livre, acessível nos hotéis internacionais, e outra muito controlada, que se resume a uma enciclopédia, e-mails internos e sites de informação governamental. Fora dos hotéis, apenas alguns locais privilegiados têm acesso à rede internacional, objeto também da censura do regime, segundo a RSF.

A RSF revelou que o regime cubano responsabiliza o embargo americano pela má qualidade das conexões, uma desculpa que não poderá ser utilizada por muito tempo porque a ilha estará unida ao continente por um cabo submarino que chegará até a Venezuela. Mas a organização não espera que essa melhora tecnológica venha seguida de uma democratização no uso da internet.

A estratégia repressiva do país se completa com uma perseguição aos blogueiros críticos ao regime. “Os internautas cubanos são condenados a até 20 anos de prisão se publicam um artigo julgado ‘contra-revolucionário’ na internet”, ressalta o documento.
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Referência: Terra Tecnologia.

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Sobre o autor | Website

Blogueiro há 11 anos da área de Educação e Concursos, Jornalista Técnico (Registro Nº 1102-MA - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão - SRTE-MA).

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